

O cabeamento deve ser considerado o investimento inicial de qualquer infraestrutura de rede de telecomunicações, uma vez que o cabeamento estruturado é a “fundação da rede em analogia à fundação de um edifício que é o alicerce da construção”. Neste artigo aprenderemos quais as características de um cabeamento estruturado e identificar qual a melhor categoria para cada necessidade.
O cabeamento se apresenta como um ramo específico de telecomunicações que tem por objetivo principal orientar das boas práticas de instalação da infraestrutura de cabeamento necessária para a implementação de qualquer rede de dados, voz, vídeo – CFTV, automação, e demais aplicações.
Nas redes de telecomunicações é possível classificar basicamente dois tipos de cabos usados para transmissão: os cabos metálicos e os cabos ópticos. Porém, independente de qual tipo de cabo se usa deve-se atentar às normatizações que regulam os projetos de cabeamento.
Além das normas que regem as especificações da infraestrutura de telecomunicações para cada ambiente, devemos considerar as categorias do cabeamento estruturado.
Categorias 1 e 2: Estas duas categorias de cabos não são mais reconhecidas pela TIA ,mas foram usadas no passado em instalações telefônicas e os cabos de categoria 2 chegaram a ser usados em redes Arcnet de 2.5 megabits e redes Token Ring de 4 megabits.
Categoria 3: Este foi o primeiro padrão de cabos de par trançado desenvolvido especialmente para uso em redes. O padrão é certificado para sinalização de até 16 MHz, o que permitiu seu uso no padrão 10BASE-T. Existiu ainda um padrão de 100 megabits para cabos de categoria 3, o 100BASE-T4 mas ele é pouco usado e não é suportado por todas as placas de rede.
Categoria 4: Esta categoria de cabos é certificada para sinalização de até 20 MHz. Eles foram usados em redes Token Ring de 16 megabits e também podiam ser utilizados em redes Ethernet em substituição aos cabos de categoria 3, mas na prática isso é incomum. Assim como as categorias 1 e 2, a categoria 4 não é mais reconhecida pela TIA e os cabos não são mais fabricados.
Categoria 5: Os cabos de categoria 5 são o requisito mínimo para redes 100BASE-TX e 1000BASE-T, que são, respectivamente, os padrões de rede de 100 e 1000 megabits usados atualmente. Os cabos cat 5 seguem padrões de fabricação muito mais estritos e suportam freqüências de até 100 MHz, o que representa um grande salto em relação aos cabos cat 3. Apesar disso, foram substituídos pelos cabos categoria 5e (o “e” vem de “enhanced”), uma versão com normas mais estritas, desenvolvidas para reduzir a interferência entre os cabos e a perda de sinal.
Os cabos categoria 6 suportam freqüências de até 250 MHz. Além de serem usados em substituição dos cabos cat 5 e 5e, eles podem ser usados em redes 10G, mas nesse caso o alcance é menor.
Para permitir o uso de cabos de até 100 metros em redes 10G foi criada uma nova categoria de cabos, a categoria 6a (“a” de “augmented”, ou ampliado). Eles suportam freqüências de até 500 MHz.
Existem outras categorias, mas ainda não estão plenamente em uso.
Todas estas observações servem para nos orientar na maneira adequada de planejar e implementar um Sistema de Cabeamento escalonável, seguro e moderno, ou seja, um tipo de sistema cuja infraestrutura se apresenta de forma flexível e que suporte a utilização de diversos tipos de aplicações, tais como: dados, voz, imagem e controles prediais. Atualmente, as empresas estão levando em conta a utilização desse tipo de sistema pelas vantagens que apresenta em relação aos cabeamentos tradicionais.
O padrão TIA/EIA 568B.1 define um sistema de cabeamento genérico para edifícios comerciais e apresenta um modelo que inclui os elementos funcionais que compõem um sistema de cabos.
O padrão recomenda a prática de projetos de sistemas de cabeamento estruturado metálico, incluindo seleção do tipo de cabo, comprimentos máximos de segmentos de cabos, topologia, salas de telecomunicações e salas de equipamentos.
– Disposição física e meio de transmissão padronizados
– Conformidade a padrões internacionais
– Suporte a diversos padrões de aplicações, dados, voz, imagem, etc.
– Assegurar expansão, sem prejuízo da instalação existente.
– Permitir migração para tecnologias emergentes.
De acordo com pesquisas realizadas nos últimos anos os problemas de gerenciamento da camada física contabilizam 50% dos problemas de rede e o Sistema de Cabeamento Estruturado consiste apenas de 2 a 5% do investimento na rede. Levando em conta o investimento inicial realizado em um Sistema de Cabeamento Estruturado e que o mesmo sobreviverá aos demais componentes da rede além de requerer pouquíssimas atualizações com o passar do tempo, notamos que o mesmo fornece um retorno do investimento (ROI) excepcional.
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